Quais são os apoios financeiros para novas empresas?

Blog / Empresas / Quais são os apoios financeiros para novas empresas?
Quais são os apoios financeiros para novas empresas?

Quando se pensa em abrir um negócio, um dos principais obstáculos costuma ser o financiamento. No entanto, existem apoios financeiros para novas empresas em Portugal que podem ajudar a ultrapassar esta dificuldade.

De investidores privados a financiamento público, como o que é atribuído pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), existem vários tipos de soluções para que os empreendedores tenham apoio financeiro para transformar a ideia em negócio. Damos a conhecer as principais formas de financiamento a que é possível recorrer.

1. Apoios à criação de empresas e do próprio emprego (IEFP)

O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) tem vários programas que apoiam a criação de empresas e do próprio emprego, nomeadamente por parte de pessoas que estejam a receber subsídio de desemprego.

Contudo, algumas medidas de apoio à criação de novas empresas também estão disponíveis para quem esteja a trabalhar e queira ter acesso a financiamento para ter um negócio próprio.

Criação do próprio emprego por desempregados

Se está a receber subsídio de desemprego, pode utilizar esse montante para investir no seu próprio negócio, pedindo a antecipação das prestações do subsídio.

Para receber o montante total do subsídio de desemprego de uma só vez, deve apresentar o seu projeto no serviço de emprego da área onde pretende criar a empresa. O IEFP analisa o pedido, emite um parecer de viabilidade economico-financeira e encaminha o requerimento de antecipação das prestações para a Segurança Social, que toma a decisão final.

Caso necessite de mais capital, pode acumular este apoio com a modalidade de crédito com garantia e bonificação da taxa de juro (linhas MICROINVEST e INVEST+). Neste caso, além do pedido de antecipação das prestações de desemprego, tem de apresentar o projeto de criação do próprio emprego numa das instituições bancárias aderentes ao programa.

Apoios à criação de empresas

Este apoio permite aceder a linhas de crédito com garantia e bonificação da taxa de juro para a criação de empresas de pequena dimensão. Destina-se a pessoas inscritas nos centros de emprego e que estejam numa destas situações:

  • Desempregadas há pelo menos 9 meses;
  • Jovens entre os 18 e os 35 anos e serem jovens à procura do 1.º emprego;
  • Nunca tenham exercido atividade profissional por conta de outrem ou por conta própria;
  • Trabalhadores independentes que no ano anterior tiveram um rendimento mensal inferior ao salário mínimo.

O pedido de apoio para aceder às linhas de crédito MICROINVEST E INVEST+ deve ser feito junto dos bancos aderentes.

Programa Nacional de Microcrédito

O Programa Nacional de Microcrédito apoia projetos de criação de empresas promovidos por pessoas com dificuldades de acesso ao mercado de trabalho. Consiste na concessão de crédito para projetos com investimento e financiamento de baixo valor.

A medida é desenvolvida em parceria com a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES). Esta entidade valida os projetos antes de serem apresentados aos bancos parceiros, nomeadamente a Caixa Geral de Depósitos, o Millennium BCP, o Novo Banco, a Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, a Caixa Económica Montepio Geral e o Banco BIC.

Empreende XXI

Este apoio para a criação de novas empresas destina-se a pessoas, desempregadas ou não, inscritas no centro de emprego. Através deste programa pode ter acesso a:

  • Apoio financeiro à criação do próprio emprego;
  • Formação profissional adequada à criação de empresas e do próprio emprego;
  • Mentoria e consultoria especializadas na área do empreendedorismo;
  • Possibilidade de instalação em incubadoras, acesso a outras atividades complementares, como materiais didáticos, bootcamps e seminários.

As candidaturas são apresentadas na plataforma Empreende XXI, durante os períodos definidos pelo IEFP. Pode conhecer melhor as regras e os prazos no portal desta entidade.

2. Financiamento bancário

O empréstimo numa instituição bancária é provavelmente um dos tipos de financiamento para empresas mais convencional.

As linhas Microinvest e INVEST+, já referidas no âmbito dos apoios do IEFP, estão acessíveis a outros empreendedores e têm como objetivo a criação de emprego (do próprio e de outros postos de trabalho) e de empresas. Têm como vantagens juros bonificados (taxa de juro mais baixa), períodos de carência (em que adia o reembolso do empréstimo) e garantia mútua. As candidaturas são apresentadas junto dos bancos aderentes.

Fora deste sistema de garantia mútua, existem as soluções de financiamento "normais", em que o empreendedor recorre ao crédito bancária para obter o capital necessário para a criação do seu próprio negócio. Para obter este tipo de financiamento é importante apresentar um plano de negócios, para que o banco possa avaliar a viabilidade da empresa.

3. Capital de risco (Venture Capital)

As instituições especializadas em capital de risco investem em empresas emergentes, exigindo uma participação na empresa. Apostam essencialmente em startups, com elevado potencial de crescimento e grande rentabilidade.

Para aceder a este tipo de apoio ao empreendedorismo deve contactar uma das sociedades de capital de risco e apresentar um plano de negócios. Segundo o IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação, o processo de análise e seleção é baseado na credibilidade dos promotores (empreendedores/equipas de gestão) e dos projetos e tem em consideração o potencial de valorização das PME.

No Portal do Financiamento encontra várias sociedades de capital de risco a que pode recorrer para obter financiamento para criar uma empresa.

4. Business Angels

São empreendedores que investem em negócios em fase embrionária e cujo apoio abrange também a mentoria dos futuros empresários. Geralmente, estes investidores ficam com uma posição minoritária na empresa que é constituída. Pode obter mais informações através do Portal do Financiamento do IAPMEI.

5. Crowdfunding

O financiamento colaborativo é uma forma eficaz de financiar o início de um novo negócio. Para isso, é necessário aceder a uma plataforma online de crowdfunding e criar uma campanha com a sua ideia de negócio, estabelecendo uma meta de financiamento. É também uma boa maneira de validar o conceito e testar o mercado antes de começar.

Para garantir que a angariação de investimento é segura e transparente, recorra apenas às entidades registadas na CMVM e autorizadas a realizar este tipo de atividade.

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre os apoios a novas empresas

P: Existe algum apoio para novas empresas a fundo perdido em 2026?

R: Sim, programas financiados por fundos europeus (como o Portugal 2030) podem incluir componentes a fundo perdido, dependendo do cumprimento de objetivos e da localização do negócio.

P: É obrigatório estar desempregado para obter apoios?

R: Não. Embora muitos programas do IEFP sejam para desempregados, existem outros como o Empreende XXI que estão abertos a desempregados e não desempregados. Além disso, todos os outros apoios referidos, como o Venture Capital, Business Angels ou as linhas de crédito bancário, estão disponíveis a qualquer empreendedor.

P: O que preciso para pedir financiamento bancário?

R: Geralmente necessita de um plano de negócios detalhado, demonstração de viabilidade financeira e, na maioria dos casos, garantias pessoais ou reais, a menos que recorra a sistemas de garantia mútua.

Arranque o seu negócio com as ferramentas certas

Contar com um dos vários apoios à criação de novas empresas pode ser o ponto de partida para começar o seu negócio. Depois de conseguir o financiamento de que precisava, é altura de pensar nas ferramentas certas para que a sua empresa tenha uma gestão eficaz e cumpra com todas as obrigações legais e fiscais.

Seja qual for a sua área de atividade, a faturação é uma obrigação fiscal. Mas também uma forma de avaliar a saúde financeira do seu negócio. A melhor forma de garantir que este processo é simples e eficiente é recorrer a um programa de faturação online.

Além de poder ser usado em qualquer dispositivo ligado à internet (mesmo que não esteja na empresa), é um programa certificado pela Autoridade Tributária, o que garante o cumprimento da lei. Tem ainda um conjunto de funcionalidades úteis para a gestão diária, como o controlo de inventários ou contas correntes. Experimente grátis e veja como o Cegid Vendus pode ajudar a sua empresa desde o primeiro dia.

Achou o artigo interessante?

Software de Facturação e POS sem limites.
30 Dias Gratuitos sem compromisso!

Experimente Grátis
Sobre o Cegid Vendus

O Cegid Vendus é um programa de facturação certificado online que permite gerir uma loja em qualquer lugar pois funciona 100% na cloud. Como é um software POS online, permite faturar em segundos num restaurante, bar, cabeleireiro ou qualquer outro tipo de comércio.